
Se você quer gastar pouco, o Xros Mini. Se quer 3 ml e coil Corex, o Xros 4 Mini. Se quer tela e ajuste de potência, o Xros 5. Se quer o mais novo, o Xros 6. Todos usam a mesma resistência, com o mesmo encaixe magnético, então trocar de aparelho não obriga a trocar de coil. O que muda de um para o outro é bateria, tela, ajuste de potência e se ele dispara na puxada ou no botão.
Duas coisas que quase nenhum guia avisa, e as duas custam dinheiro: a resistência de 0.4 ohm não funciona em Xros 3 ou anterior, e o Xros Mini não aceita a de 0.6 nem a de 0.7. Abaixo está a tabela de compatibilidade completa, a diferença real entre Corex 2.0 e 3.0, e quanto dura cada resistência de verdade (a conta é por mililitro, e depende do juice).
Estes são os Xros que a White Cloud tem em estoque hoje, do mais barato ao mais completo. Todos usam a mesma resistência.
| Se você quer | O modelo | Por quê (o acionamento é por sucção ou pelo botão fire) |
|---|---|---|
| Começar gastando pouco | Xros Mini | 1000 mAh, cartucho de 2 ml, liga no botão. Sem tela. Vem com a coil já instalada |
| Encher menos vezes | Xros 4 Mini | Cartucho de 3 ml (50% mais juice) e coil Corex 2.0. Dispara na puxada |
| O menor de bolso | Xros 5 Mini | 3 ml, só na puxada, perfil fechado. Feito para juice nicsalt |
| Ver bateria e ajustar potência | Xros 5 | 1500 mAh, tela colorida de 0,88", potência ajustável, botão ou puxada |
| Formato diferente e tela grande | Xros 5 Nano | 1600 mAh, corpo quadrado, tela panorâmica com contador de puffs. Vem com cordinha |
| Autonomia sem tela | Xros 6 Mini | 1600 mAh, até 30 W automático, LED de bateria. A geração nova sem tela |
| O melhor da linha | Xros 6 | O top. 1800 mAh, tela colorida, até 30 W, carga rápida, e as duas novidades que consertam as reclamações clássicas de pod. Vem com duas coils |
Uma observação que economiza dinheiro: se o que você quer é só trocar de sabor com mais frequência, não precisa trocar de aparelho. Basta comprar cartuchos a mais. O aparelho só precisa mudar quando você quer bateria maior, tela, ajuste de potência — ou quando a bateria do seu já está ficando ruim.
Se você já tem um Xros, o que interessa nesta tabela é uma linha só: a da sua geração. É ela que diz qual resistência serve e qual não serve.
| Geração | Bateria | O que ela introduziu |
|---|---|---|
| Xros (2020) | 800 mAh | A plataforma: airflow ajustável, cartucho magnético e o sistema anti-vazamento |
| Xros Mini | 1000 mAh | Versão sem botão. Também sem airflow ajustável |
| Xros 2 | 1000 mAh | 25% mais bateria e quatro LEDs para mostrar o nível |
| Xros Nano | 1000 mAh | O compacto que manteve o airflow ajustável |
| Xros 3 (2022) | 1000 mAh | A resistência de 0.6 ohm. É quando a linha deixa de ser só "tragada apertada" (MTL) |
| Xros 3 Mini | 1000 mAh | Menor, mas com airflow fixo. É a diferença para o Nano |
| Xros Pro (2024) | 1200 mAh | Primeira com potência ajustável em passos de 0,5 W, e a resistência de 0.4 ohm |
| Xros 4 (2024) | 1000 mAh | Corex 2.0 e carga mais rápida (2 A) |
| Xros 5 (2025) | 1500 mAh | Corex 3.0, tela colorida e carga de 3 A |
| Xros 5 Nano | 1600 mAh | Tela sensível ao toque, a primeira da linha |
| Xros Pro 2 (2025) | 2000 mAh | A maior bateria da linha, em liga de magnésio |
| Xros 6 (2026) | 1800 mAh | Smart Prime e Venturi Airflow. Explico abaixo |
| Xros 6 Mini | 1600 mAh | As mesmas novidades do 6, sem tela |
O Xros 6 é o melhor pod system que a Vaporesso já fez, e é o que a gente indica para quem quer parar de trocar de aparelho. Tela colorida, 1800 mAh, até 30 W e carga rápida já seriam bastante — mas o que faz diferença mesmo são duas novidades que atacam exatamente as duas reclamações mais repetidas de quem usa pod: queimar a coil no primeiro dia e a puxada com chiado. As duas são declarações da Vaporesso no anúncio oficial do produto, de maio de 2026.
Smart Prime. Quando você põe um cartucho novo, o algodão precisa encharcar antes do primeiro uso. O manual da própria linha manda esperar de 5 a 10 minutos. Puxar antes disso queima o algodão seco, o famoso dry hit, e estraga a coil no primeiro dia. A Vaporesso afirma que o Xros 6 deixa a coil pronta em 60 segundos.
Venturi Airflow. A entrada de ar foi afunilada para acelerar o fluxo e reduzir a turbulência. A Vaporesso declara puxada 30% mais macia e 20% mais sabor. Os 30% de maciez dá para entender como medida de fluxo de ar. Os 20% de sabor não são medida de nada, porque não existe unidade de sabor — mas quem troca de um Xros antigo para o 6 sente a diferença na primeira puxada.
Somando: é o Xros mais completo, mais macio e o que menos exige do usuário. Se o orçamento permite e você não faz questão de tela, o Xros 6 Mini traz as mesmas duas novidades por menos.
Para juice nicsalt, use 0.8 ohm ou mais fechada. Para juice freebase, use 0.6 ou 0.4 ohm. Essa é a recomendação da casa. Mas ela é um atalho, e a regra completa cabe em uma frase: quanto mais aberta a resistência, menor o teor de nicotina que ela comporta. É por isso que a 0.6 e a 0.7 também aceitam nicsalt — desde que seja de teor baixo, até 25 mg. Já a 0.4, a mais aberta de todas, fica só no freebase.
O ohm não escolhe o juice. Quem escolhe são o teor de nicotina e a viscosidade, e o ohm é o que amarra os dois.
É por isso que a 0.8 ohm gera tanta confusão: ela é a fronteira, não uma parede. Você vai achar site dizendo que é só para freebase e outro dizendo que é só para nicsalt. Na prática ela aceita os dois, e é justamente por isso que é a mais vendida: há quem use nicsalt de 25 e até 40 mg nela, e há quem use freebase — nenhum dos dois está errado. É uma questão de quanto throat hit a pessoa gosta. Se está começando, siga a recomendação do primeiro parágrafo. Se já sabe do que gosta, a 0.8 é onde dá para experimentar.

Dois termos que aparecem daqui para baixo: puxada é o mesmo que puff — o ato de tragar. E acionamento é o que liga o aparelho na hora do puff: por sucção (é só puxar) ou pelo botão fire (aperta e puxa). Alguns Xros fazem os dois.
| Resistência | Puxada (o puff) | O juice que combina |
|---|---|---|
| 1.2 ohm | A mais fechada, "tragada apertada" (MTL) | Juice nicsalt, teor alto |
| 1.0 ohm | Fechada, MTL clássica | Juice nicsalt |
| 0.8 ohm | Intermediária. A mais vendida | Juice freebase e nicsalt — a fronteira |
| 0.7 ohm | Um pouco mais aberta que a de 0.8 | Juice freebase — ou nicsalt de até 25 mg |
| 0.6 ohm | Mais aberta | Juice freebase — ou nicsalt de até 25 mg |
| 0.4 ohm | A mais aberta da linha | Só freebase, de teor baixo. Só nos aparelhos da tabela abaixo |
Duas observações que ajudam na hora de escolher. A primeira: a resistência de 1.2 ohm é a única da linha que não é de mesh, e é a que entrega a puxada mais fechada com o menor consumo de bateria. A segunda: as resistências vivem em dois cartuchos, o de 2 ml e o de 3 ml, e os dois servem nos mesmos aparelhos.
No Xros 3 e no Xros 3 Mini servem 0.6 · 0.8 · 1.0 e 1.2 ohm. A de 0.4 não serve. Ela exige mais potência do que as primeiras gerações entregam, e o aparelho recusa. Para quem tem Xros 3 ou anterior, 0.6 ohm é a menor resistência utilizável.
Esta é a informação que mais evita compra errada, e ela raramente aparece nos guias. O encaixe magnético é o mesmo em toda a linha, então a resistência de 0.4 ohm encaixa em qualquer Xros. O que ela não faz é acionar: os aparelhos antigos não entregam a potência que ela pede, e o sintoma é o aparelho piscar em vez de funcionar.
Aceitam a de 0.4 ohm: Xros 4, 4 Mini, 5, 5 Mini, 5 Nano, Pro, Pro 2, Xros 6 e 6 Mini.
Não aceitam: Xros original, Xros Mini, Xros 2, Xros Nano, Xros 3 e Xros 3 Mini.

Repare em duas particularidades do Xros Mini nessa tabela: ele aceita a de 0.8 e a de 1.0 ohm no cartucho de 2 ml (e é a de 1.2 que vem instalada), mas não aceita a de 0.6 nem a de 0.7. Fora essas exceções, as resistências de 0.6 a 1.2 servem na linha inteira, inclusive as versões Corex 3.0 em aparelhos antigos.
Os dois servem exatamente nos mesmos aparelhos. Mesma resistência, mesma tecnologia, mesmo encaixe. A única diferença é a capacidade: o de 3 ml leva 50% mais juice e você reabastece menos vezes. O de 2 ml existe por causa da regulação europeia, que limita reservatórios a esse volume, e não por uma questão técnica. A comparação completa está na página do cartucho de 3 ml.
Corex é o nome que a Vaporesso dá à tecnologia de aquecimento das coils. A loja vende as duas versões, e a diferença aparece no selo da embalagem, não por fora do cartucho.
Corex 2.0 (chegou com o Xros 4) trouxe o mesh em gradiente, mais densa nas bordas e mais fina no centro, para aquecer por igual, e um algodão mais poroso que absorve melhor o juice.
Corex 3.0 (chegou com o Xros 5) trouxe mesh em favo, algodão de fibra mais fina e material resistente a temperatura mais alta. A Vaporesso declara 40% mais reprodução de aroma e 30% mais estabilidade de desempenho, medidos em laboratório próprio. Não existe teste independente que confirme esses percentuais, e é honesto dizer isso: são números do fabricante.
Uma resistência Xros dura de 12 a 20 ml de juice. Para quem usa 2 ml por dia, isso é algo entre 6 e 10 dias. A conta é por mililitro consumido, não por dias no calendário: quem vapora 5 ml por dia troca em três dias, quem vapora 1 ml troca em duas semanas. É por isso que as fontes divergem tanto, de 5 dias a 3 semanas: nenhuma delas diz quanto a pessoa usa por dia.
Mas o mililitro sozinho também não fecha a conta, e é aqui que quase todo guia para. O que mais decide a vida da coil é o perfil do juice que passa por ela.
A causa mais comum não é defeito, e sim o adoçante do juice. A sucralose começa a se degradar por volta de 119 °C e a coil trabalha acima de 200 °C. O que sobra carameliza e forma uma crosta escura sobre o mesh, que bloqueia o algodão e mata o sabor. Juice muito doce pode derrubar a vida útil para poucos dias.
As outras três causas frequentes:
Três piscadas indicam problema de bateria. Cinco piscadas indicam problema no cartucho, o que na prática quer dizer que o aparelho não está reconhecendo a resistência.
Antes de achar que o aparelho morreu, três verificações, na ordem:
Ainda sobre o aparelho: se ele desliga sozinho depois de um tempo parado, isso é economia de bateria, não defeito. Cinco cliques no botão religam. É motivo frequente de troca desnecessária.
A explicação que quase todo lugar dá é "você encheu demais", e ela nem sempre é a certa. No Xros, a piteira faz parte da vedação: ela bloqueia a saída de ar quando está encaixada, e é isso que segura a pressão dentro do cartucho. Piteira trincada, mal encaixada ou perdida faz o juice descer pelos furos da base, mesmo com o cartucho pela metade.
Então, quando vazar, confira nesta ordem: a piteira está inteira e bem encaixada? Depois: encheu até o topo (o certo é deixar uma bolha de ar) ou pingou o juice no tubo central em vez do furo lateral? Esse tubo do meio é a chaminé por onde passa o vapor, e juice ali atravessa direto para os furos de ar.
Sabe qual aparelho quer? Está tudo em pod systems. Já tem o seu e precisa só repor? O que você precisa saber antes de escolher é o ohm e a capacidade:
Antes de fechar o carrinho, confira a tabela de compatibilidade acima. É o passo que evita a troca mais chata: descobrir em casa que a resistência não serve no seu aparelho.


